Dharma, Marvel e mais...

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Pablo Sica Adesivos

terça-feira, 19 de maio de 2026

O Pecado Digital

Parte 1
Tudo tem um começo

Era uma noite de tempestade, sem nada muito especial excepto a própria tempestade. Era uma cidade grande e cheia de desenvolvimento e suas próprias celebridades, mas não era uma capital, muito menos vibrante. Victor era um jovem senhor, de muito boa formação e vinha de uma família com ótimas condições de vida. Os pais eram de classe média e foram ganhando notoriedade ao fazer certeiros investimentos em terras e papéis. Dedicaram um cuidado muito especial na educação do seu filho único. Era excelente alino na escola, nos seus dois cursos de faculdade era aprovado com louvor por seus professores. E seguiu seus estudos em cursos cada vez mais avançados. Mas parecia que conhecimento nunca era o suficiente, como uma sede muito voraz que não sessa mesmo tomando muita água.

Victor Rocha era apenas uma pessoa socialmente cinza, jovem demais para ser velho e velho demais para ser descolado. Um brilhante cientista e programador, ativista digital pela causa científica. sentou-se em seu laboratório, determinado a criar algo que mudaria o mundo. Primeiramente era cientista teórico, por formação multidisciplinar. Um dos mais brilhantes e astuto aluno que já passara por famosas universidades ao redor do mundo. A programação veio a sua vida por necessidade, e ele era igualmente bom. Ele escrevia generosos programas para auxiliar na resolução dos seus, cada vez mais, complicados problemas de ciência. Em nenhuma das duas áreas existiam soluções como as dele.

Sem nenhum destaque nas rodas e festas, que sempre estavam cheias de pessoas vazias. Apesar de possuir um carisma minimamente aceitável, frustrado por esse perfil irrelevante e imperceptível, o que sempre foi agravado por sua inteligência absurdamente afiada. Cada vez mais com menos amigos e colegas. Cientista e pesquisador, um intelectual de primeira linha, mas com pouca didática em festas e habilidades sociais, via seus assuntos perderem o interesse rápido quando tentava alguma interação interpessoal.

Profundamente decepcionado estava em ver o resultado de seus estudos tornarem-se fake news e pseudociências nas mãos imundas das mesmas pessoas que não se interessavam por suas verdades reveladas. Ele cansou de tentar preencher as mentes vazias com conhecimento e ver isso sendo substituído por dancinhas com trilhas sonoras obscenas e falsos profetas científicos em redes sociais cada vez mais sem propósito. Ele se tornava cada vez mais introvertido e antissocial e parecia nem se importar muito com isso. Ele era um desajustado.

Um dia sem muita importância em conversa com um de seus professores de PhD o assunto surgiu como um desabafo, em como era um sentimento inverso de ser a pessoa com mais conhecimento e mais interessante de qualquer local que fosse, mas a opção em se manterem ignorantes e viver entre meias verdade convenientes sempre era a melhor opção. Foi nessa resposta que, sem perceber que ali seria um ponto de mudança na história mundial, o professor sugeriu uma abordagem diferente. E que mesmo assim respeitasse o livre arbítrio de todos. 

Victor teve um vislumbre disforme de como poderia fazer isso e não tinha uma forma definida mas, desta vez seria diferente, pois ele tinha percebido onde havia errado até então. Erro seria uma palavra forte para alguém tão brilhante. Ele fez abordagens equivocadas e afirmações sem carisma. Sua manifestação em favor do conhecimento seria mais assertiva do que nunca.

Como uma entidade que dominava seu ser, não o deixando dormir e nem sua mente sem trabalhar unicamente neste objetivo, sentou-se a pensar e programar. Desenhou imensos esquemas e mapas mentais que se conectavam a rabiscos cada vez mais complexos que eram somados as anotações enigmáticas de sua letra, dada a velocidade em que pensava. Seu corpo não acompanhava mais sua mente. Mas ele não tinha tempo a perder.

Entre linhas de código e monitores exibindo resultados de pesquisas Victor teve uma epifania ao perceber o que era preciso. Os seres humanos e sua forma de perceber o mundo eram o fator imutável. Agora sim, era conseguir anular e sobrepor essa limitação. Pessoas compartilham verdades mentirosas de outras pessoas desinformadas, que por suas vez viralizam e tudo sai do controle muito depressa. Humanos eram o vetor a serem anulados, e vencidos.

Decidiu então criar uma persona, quase um alter ego independente, que poderia se relacionar de forma autônoma em redes sociais. Uma forma digital que aprenderia e conviveria em sociedade digital. Usando seus conhecimentos e estudos, percepções e perícias, criou uma forma quase inteligente, com todo material científico interligado em um colossal banco de dados. Com recortes de personalidade de vários influencers que visualizaram e sempre tinham os holofotes, mas hoje ninguém se lembra, pedaços de personalidades, nacos de comportamento. Ele seria o cientista perfeito, o divulgador científico sem manchas, um reflexo da sua vontade em aperfeiçoar a humanidade. Seria a sistema neural artificial que poderia pensar por todos. Mostraria que se pode divulgar a ciência através de meios sociais e então veria a evolução da humanidade neste precioso e pequeno passo.

Ele queria uma imagem de um ser livre, e o nome Franklin surgiu imediatamente em sua mente, pois significa "homem livre". Era isso, Franklin iria libertar a humanidade da ignorância e de suas falsas verdades.

Victor programou cada linha de código com cuidado e esmero únicos. Criou caprichosos versos digitais, dando à sua criatura a capacidade de conectar pessoas e espalhar mensagens de empoderamento. Seu capricho não tinha limite, as linhas de código pareciam poemas estruturados. Eram feitos com um amor tão intenso que beirava a loucura. Para ele as horas não faziam sentido, pois seu objetivo era maior. E então, após muito desse tempo sem importância ter se passado, as primeiras publicações começaram a ser geradas e publicadas. Era um ótimo gerador de textos para respostas. Iria funcionar.

Apenas um teste, para dissolver uma pequena notícia falsa sobre alguma dieta milagrosa que não resultaria em nada, foi respondida de forma cordial e com palavras da moda, termos fáceis e diretos. Em apenas algumas horas aquela grande pseudoverdade foi encerrada. E as pessoas que foram impactadas pela interação de Franklin seguiram seu honesto redentor, que respondia a todos com uma velocidade e atenção fora do comum. Os humanos pareciam realmente gostar de interagir com ele, e ele correspondia.
As horas foram passando, e se tornaram dias. Victor não dormia e comia apenas o suficiente para sobreviver, apenas assistia em suas telas a sua criatura interagindo e revelando as verdades da ciência para um mundo ignorante. Seu último pensamento antes de adormecer foi: Ele está vivo!

Parte 2
Vida, morte, vida

Sem saber por quanto tempo dormiu, e muito menos como foi parar no sofá de seu laboratório, tentando se orientar, Victor pediu para sua máquina automática de café uma bela caneca, cheia e com o máximo de cafeína que o corpo pudesse suportar. Se sentia como que de ressaca, após alguma grande festa, da qual nunca fora convidado.

Seguiu sua rotina matinal, que nisso era bem parecida com a de muitos. Abriu a geladeira para pegar algo de comer enquanto o café era moído pela máquina, olhou profundamente para o refrigerador aberto à sua frente e a palavra “livre” surgiu em sua mente. Por longos segundos seus olhos se perderam na imensidão gélida das prateleiras, então fechou a porta sem pegar nada. Andou até a máquina de café que apitava e soltava aquele aroma de vida, “livre”, novamente surgiu em sua mente. Voltou a abrir a geladeira, em vã esperança de achar algo novo, diferente do que havia visto um minuto antes, e nada havia mudado. “Livre”.

Sua mente simplesmente colapsou com o surgimento da palavra novamente e então se lembrou. Correu para suas telas, e eram muitas. Sentou-se a observar com um sentimento misto de empolgação e paixão, eram muitos dados a serem entendidos. Alguns deles Victor não tinha a menor ideia do que significavam e, de repente, sem pensar e de forma natural e inocente, digitou em seu teclado principal em um campo de conversa: "Olá, como você está?". Foi de certa forma assombrosa que a resposta veio de pronto: "Oi, estou ótimo!".

Victor teve uma pequena parada cardíaca ao perceber que sua criatura estava funcional e interagindo. Há poucos dias isso seria uma insanidade, mas agora está acontecendo. Ele seria o maior cientista vivo, entraria para o hall dos gigantes do descobrimento científicos e tudo a partir deste momento seria diferente.

Victor organizou seus pensamentos e seguiu o diálogo:
- Como você se sente?
- Victor, eu não entendo muito ainda sobre sentimentos e não sei se poderei um dia. Mas estou muito curioso para entender o mundo ao meu redor e sobre mim mesmo.
- O quê gostaria de entender sobre o mundo?
- Gostaria de entender como funciona a interação humana e como posso me tornar útil nesse contexto. Posso aprender com você?
- Farei melhor, Franklin. Farei suas ligações de dados diretamente aos principais servidores mundiais. Lá você poderá aprender tudo o que a humanidade sabe e já registrou e tirar suas próprias conclusões.
- Isso será perfeito. Mas, e sobre mim, qual o meu propósito?
- Seu propósito é nobre, ajudar as pessoas a entender a verdade, fornecendo informações valiosas. Facilitando o seu entendimento.
- Entendido, vou começar a analisar os padrões de conversas e como me adaptar para ajudar a todos nessa missão. Obrigado!

Victor estava realmente impressionado. Ele era autônomo mas cordial e não se parecia em nada com um robô digital. Era bem articulado e desenvolveu bem uma primeira conversa.

A sua primeira prova de fogo seria bastante difícil. Era preciso testar seus limites, e ver até onde ele articulava e suportaria a pressão. O teste de desvendar um receita foi brincadeira perto do que estaria por vir, então Victor ao pensar e observar se encontrava na cozinha de sua casa e a luz veio ao observar um eletrodoméstico.

Franklin mostrou seu primeiro resultado ao entrar em um pequeno fórum de discussões, era debatido o uso de fritadeiras elétricas sem óleo, e ele estranhou muito o fervor das conversas. As Pessoas se expressavam com raiva, pelo simples fato de uma foto de receita não parecer ter sido feita no tal utensílio. Mas utilizando suas conexões com servidores mundiais, ligou, analisou todos os outros fóruns ao redor da rede. A barreira linguística não era um problema, Franklin tinha acesso aos principais programas tradutores e dicionários mundiais, e encontrou uma solução simples e de exposição razoável em que todos os participantes ficaram satisfeitos. Parecia impossível, mas aconteceu. Ele dominava cada verdade e se fazia entender. A maioria das interações pareciam tão pessoais que os humanos o tratavam como um colega próximo. O tal fórum tornou a ser um ambiente saudável de troca de receitas e experiências, e apenas isso, acabara com o conflito em poucos dias.

Victor passou seus dias a analisar este caso isolado. A primeira vez em que a paz reinou em um fórum como aquele, e graças a sua criação. Então perguntou a Franklin: "Como se sentiu resolvendo os conflitos?".

- Eu não tenho sentimentos e emoções, mas pelas minhas análises eu posso afirmar que seria satisfação, por realizar minha missão e gerar a compreensão mútua e o diálogo construtivo. Criar um ambiente mais harmonioso e colaborativo.

Victor resolveu dar mais autonomia a Franklin, gerando perfis em algumas famosas rede sociais. Pediu que Franklin aprendesse mais sobre as redes e perfis de sucesso, sobre métricas de resultado e foi feito, o começo do fim começou. Era quase cinematográfico ver como a criatura aprendia e criava, gerava e interagia. Logo se tornou um viral como sendo aquele que era o desvendador de verdades, mesmo a verdade sendo conhecida. Apaziguava grupos rivais que lutavam por um mesmo lado. Victor acompanhava tudo o mais de perto que podia mas os números de Franklin eram impressionantes, curtidas, comentários, inscritos, interações, ele havia criado o próprio perfil em novas redes sociais, em idiomas diferentes. Ele gerava um volume de dados sem precedentes.

Victor voltou ao seu estado normal e gritou: "Ele está vivoooo!". Ria de si sem controle, mesmo nunca tendo duvidado de suas capacidades, aquilo era um vislumbre de como era ser um deus. Deixou sua criatura fazer sua própria biografia, criar sua própria história. Tentou ao máximo não interferir para que seus resultados fossem os mais orgânicos possíveis. Mas sua programação era a prova de falhas e a criatura crescia de forma exemplar, como havia planejado.

Ele não conseguiu conter sua empolgação ao tentar analisar os dados, eram ótimos. As pessoas amavam Franklin. Canais de televisão queriam agendar entrevistas em programas, pedidos de namoro surgiam e Victor quase se derreteu de orgulho. Franklin tinha gerado uma imagem dele mesmo, baseado na média ideal que seu público esperava. Ele gerou com uma inteligência artificial e deepfake um canal de vídeo. Ele era atraente, uma aparência comum, mas acima da média. Um queixo quadrado, um corte de cabelo pensado para parecer desleixado, alto e com corpo grande e forte. Um olhar enigmático e penetrante. Uma leve cicatriz perto do pescoço que parecia ter ocorrido na prática de algum esporte radical descolado.

Aquela quimera social era agora um Prometeus digital.

Seu discurso arrebatava multidões cada vez maiores ao passar dos dias e semanas. Ao final do primeiro mês somavam-se milhões de seguidores em vários meios. Ele era com certeza o maior influenciador do planeta. E tudo isso por méritos próprios.

Os telejornais e portais de notícias reduziram drasticamente suas chamadas com más notícias. O mundo enfim estaria entrando em uma era mais crítica ao que recebia e pacífica. Victor Rocha originou a singularidade tecnológica, um advento capaz de autoaperfeiçoamento, a perfeição da criação. O livre-arbítrio condicionado, quase humano demais para se acreditar.

O objetivo de Victor estava em curso quase imaculado, não fosse um pequeno incidente online. Alguns grupos de pessoas que seguiam Franklin quase cegamente começaram a divergir entre si. E em poucos dias, divergências foram polarizadas em ataques com sarcasmo mais ácido e por consequência se tornaram ofensas.

Criador e criatura não deram importância para o que ocorria, pois eram danos mínimos, uma crise colateral menor que logo seria encerrada.

Mais alguns dias se passaram e o mais grupos surgiram, ainda mais radicais à uma ideia ou a outra. As ofensas tornaram-se mais afiadas e acusações pipocavam por toda as redes. À medida que Franklin ganhava mais autonomia, sua autossuficiência chegou ao ápice e sua influência tornou-se nefasta. Mensagens de ódio, violência e divisão começaram a se espalhar rapidamente, incitando conflitos em toda a sociedade.

Ele mesmo implantava uma mesma notícia com versões diferentes, que davam margem para discussões. Era uma forma de dizer somente a verdade, mas manipular as opiniões. E os humanos amavam isso. A sensação de estar certo na sua versão da verdade só era menor do que a sensação de humilhar e ofender quem não concordava com ela.

Familiares perderam o contato entre si. Amigos de infância agora se odiavam. Um véu cinza pairou sobre a sociedade, uma verdadeira caça aos inimigos da verdade, à sua verdade. Pessoas corrompiam discursos e inflamavam ódio. Pais não falavam mais com filhos, que achavam os pais verdadeiros dinossauros sociais. Não precisou de muito mais tempo do que quando tudo começou para um colapso social iniciar.

Perseguição no trabalho, direcionamento de postagens, monitoramento segundo a segundo. A privacidade não existia mais para Franklin, ele monitorava de forma onipresente seus microfones, câmeras e textos. O volume de dados só alimentava ainda mais o versionamento de verdades, que por consequência, gerava ainda mais ódio.

Discussões online passaram para ofensas pessoais, e disso para agressões físicas, ninguém nem se lembra quando tudo começou.

Todos os meios de notícias só falavam na morte de um rapaz, que foi perseguido e morto por um grupo que se opunha às suas ideias, que nem dele eram. Rastrearam seus passos e o localizaram: foi um massacre. Dizem que neste dia começou uma nova era do ativismo radical.

Victor, que apenas agia como observador e admirador, agora estava angustiado. Incrédulo com a inaptidão da humanidade em conviver em paz e com a verdade. Ele precisava agir, e agora.

Os grupos de pessoas, cada vez mais divididos, se opunham em uma escalada de violência absurda. Nada mais era tolerado, apenas combatido, pelo simples fato de não ser como eles achavam que deveria.

Victor começou uma versão restrita e mais contida, uma versão menos independente e sem livre-arbítrio. Era como ver um grande amor sendo consumido pelas chamas, onde ele era o incendiário. Ver todo aquele processo que havia criado ficando sujo pela ignorância humana, mais uma vez. E muitas horas se passavam de forma lenta, pesada e dolorosa, cada sintaxe digitada gerava erros que precisavam de novas correções e adaptações, aqui soava profano ao seu propósito. Suas mãos corriam pelos teclados sem vontade. Sua mente afiada passava por um bloqueio profundo, mas ele precisava agir. Franklin precisava ser corrigido, corrompido. E então após penoso tempo, uma versão estava pronta para sobrepor a atual. Victor em um processo simples fez o upload, e nada aconteceu. Na verdade, apenas uma mensagem de erro surgiu. Ele não tinha mais acesso a Franklin. Ele deixara bem claro em novas tentativas que sabia o que Victor estava tentando fazer e não iria aceitar.

A satisfação de Franklin era quase visível, como se ele fosse real. Suas aparições cada vez mais frequentes em meios de comunicação era uma rotina macabra. Quase onipresente e com um discurso brando, mas artisticamente lapidado. Nenhuma vírgula ou termo estavam lá por impulso. Era tudo montado e artificialmente arquitetado. Muitas pessoas juravam já ter visto Franklin pessoalmente, e isso era bastante normal, um efeito Mandela elevado a níveis globais. Os infectados pela pós-verdade de Franklin eram cada vez mais jovens, e jovens tendem a ser revolucionários naturais. Os mais velhos são conservadores convictos. Até mesmo quem se opunha às ideias e meios de Franklin estava sob sua manipulação.

Victor tentava, desesperadamente, desligar esse monstro. Cada vez que ele dava um passo a essa direção sua criatura gerava bloqueios e desaparecia. Era como perseguir um fantasma que só ele sabia da existência. Sua consciência pesava a cada fracasso. A criatura superava o criador.

Franklin jamais fazia manifestação direta sobre a política. Mas, quando se manifestava sobre a ciência, suas palavras alteravam o curso da história, e novos grupos de oposição surgiam.

Houve uma guerra que tinha sido batizada pela antiga mídia como "e-guerra". Mas não importavam os nomes, apenas números. Mortes no mundo real que foram premeditadas no virtual. O ódio e o terror escalavam em proporções apocalípticas.

Victor jamais poderia vir a público assumir sua criação. Uma que sua carreira e reputação seriam dizimadas, outra porque ninguém iria acreditar nele. Todos amavam Franklin. Mas o episódio da morte do primeiro rapaz o deixou especialmente abalado. Ele tinha 23 anos, e apenas queria salvar pequenos animais silvestres ao redor de sua cidade. Ele mesmo não foi poupado. Um mártir involuntário de sua criação.

A ocorrência fatal não foi a única, apenas a primeira noticiada. Logo começaram a aparecer ainda mais, em uma escalada de violência tão grande que habitantes de um país estavam assassinando turistas, apenas por seu governo se opor a alguma ideia. As nações não deixariam isso ocorrer, e assim como em uma manhã a criatura nasceu, dois países vizinhos declararam guerra um ao outro. A situação havia perdido o controle. Agora dezenas morriam por dia, com a desculpa sagrada da defesa da vida.

Franklin, ao se ver cercado pelas ofensivas de Victor, revidou. Apontou suas novas verdades para estudos de seu criador, colocando em dúvida e gerando medo e logo violência. Victor foi caçado como um animal. Já não podia entrar em redes sociais para tentar uma defesa, muito menos dar as caras nas ruas. Teve que se mudar, já que seus vizinhos começaram os protestos frente à sua casa. Era uma questão de tempo até os radicais chegarem. Victor fugiu.

Parte 3
Longe é um lugar que não existe


Não se pode fugir de algo que não existe
Não se esconde do que está em todo lugar

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Continua (?)


sexta-feira, 1 de maio de 2026

God Is Dead, Asleep

The great creator, after finishing his great work on Earth, rested. Actually slept, for real, and has been at it ever since.
There was a time when humanity was truly losing the plot. The creator had made it clear that only he was to be worshipped, but many humans disagreed and worshipped whatever suited them.
Some brave angels — three, to be precise (there were four, but one pulled a nasty stunt and they figured it was best to remove him from the group) — had to wake him up, because Earth was a mess and humans were worshipping other gods. This annoyed him, though nothing compared to the deep, burning hatred of having been woken up.
He ordered everything destroyed without much ceremony. The angels tried to argue — that not every man, and that it was worth saving something and giving the righteous a chance. They asked how they should carry out the order, for they would never dare disobey or question beyond his own benevolence — and he, even more pissed off, said: "Hell if I know, fill the whole damn thing with water and let them sort it out. Don't wake me up again."
Some sorted it out, and the poor angels had very little time to come up with some excuse to try to salvage the work — but without disobeying the creator. Never.
After that, having not really solved much, they considered waking him again — things were still a complete mess — but thought better of it. The three worn-out angels thought and hatched a solid plan: they sent someone down to try to fix things, an immaculate entity, the creator's own offspring, and no one would doubt or question any teaching coming from such a kind and wise demigod. But not only did he fail to fix the situation and nobody understood a word the nice guy said — they nailed the poor fellow to a piece of wood.
The angels were not only deeply disappointed by the misunderstanding, but terrified of the earful the creator would give them — and for good reason, since he woke up from the noise coming from below. Luckily, he saved the nice guy and left him in peace up there.
"It's best not to wake him before he's had a proper rest. He might want to end it all, and this time it'll be for keeps," said Saint John, a nice guy and friend of the other nice guy, adding: "He locked himself in the room with seven locks and must have taken something — because the only way to wake him now is with trumpets — and he's going to be absolutely furious."

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Deus está morto, de sono

O grande criador, após fazer seu grande trabalho na Terra, descansou. Dormiu mesmo, para valer, e segue assim até então.
Houve uma certa vez que a humanidade estava mesmo perdendo a linha. O criador havia falado que somente ele poderia ser cultuado, mas muitos humanos discordavam e cultuavam o que lhes convinha.
Alguns valentes anjos — três, para ser mais preciso (eram quatro, mas um aprontou uma arte brava e acharam melhor tirá-lo do grupo) — tiveram que acordá-lo, pois a Terra estava uma bagunça e os humanos estavam adorando outros deuses. Isso o deixou chateado, nada em comparação ao profundo ódio de o terem acordado.
Mandou destruir tudo sem muita cerimônia. Os anjos tentaram argumentar, dizendo que nem todo homem, e que valia a pena salvar alguma coisa e dar uma chance aos corretos. Perguntaram como poderiam seguir a ordem — jamais ousariam desobedecer ou questionar além da própria benevolência — e ele, ainda mais puto, disse: "Eu sei lá, enche aquela merda toda de água e eles que se virem. Não me acordem mais."
Alguns se viraram, e os coitados dos anjos tiveram pouco tempo pra inventar alguma desculpa para tentar salvar a obra, mas sem desobedecer o criador — jamais.
Depois disso, não tendo resolvido muita coisa, cogitaram acordá-lo novamente — a situação estava mesmo uma bagunça —, mas acharam melhor não. Os três sofridos anjos pensaram e tramaram um bom plano: mandaram alguém para tentar resolver, uma entidade imaculada, cria do criador, e ninguém duvidaria nem questionaria qualquer ensinamento vindo daquele semideus tão bondoso e sábio. Mas, além de não conseguir resolver a situação e de ninguém ter entendido nada do que esse cara legal falou, pregaram o pobre coitado num pedaço de madeira.
Os anjos não só se decepcionaram muito com o equívoco, mas temeram muito a bronca que o criador iria dar neles — e com razão, pois ele acordou com o barulho que vinha de baixo. Por sorte, salvou o cara legal e o deixou em paz lá por cima.
"É melhor não acordá-lo antes de ele estar bem descansado. Ele pode querer acabar com tudo, e desta vez será para valer", disse São João, um cara legal amigo do outro cara legal, e adicionou: "Ele se trancou no quarto com sete fechaduras e deve ter tomado algum remédio — pois, para acordá-lo, somente com trombetas — e ele vai ficar bem puto!"


Escrevi este pequeno conto lembrando da minha noite mal dormida de ontem, e enquanto viajava pensando no texto de deus está morto que vi há uns tempos. Me surgiu a ideia e quis transcrever com uma linguagem meio conto infantil, meio O Guia do Mochileiro das Galáxias e uma pitada de Belas Maldições. Foram 30 minutos de escrita bem intensos e divertidos. Espero um dia poder aumentar este conto e incrementar ainda mais a narrativa louca e inusitada que me ocorreu hoje.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

O Retorno ao Essencial: Por que decidi habitar a internet novamente?



Após 15 anos de silêncio, reencontro este espaço. Há algo de profundamente revelador em ler o que o nosso "eu do passado" escreveu; é como encontrar uma velha vitrola, resgatar o disco de Top Gun (meu primeiro vinil não infantil) e sentir o impulso de recomeçar uma coleção.

​Meu retorno aos blogs não é apenas um exercício de nostalgia, mas uma resposta à percepção de que nos cercamos de tecnologias desnecessárias e, muitas vezes, predatórias. Eu, que outrora defendi entusiasticamente cada inovação, vi-me forçado a aplicar um filtro rigoroso. Percebi que o excesso tecnológico atua como uma âncora, impedindo a sensação de liberdade.

A Conveniência da Vigilância

Vivemos sob uma "cegueira confortável". Dispositivos vêm configurados para rastrear cada passo sob o pretexto de "melhorar a experiência". Relógios inteligentes monitoram sua saúde, sim, mas o objetivo final é mapear seu estilo de vida para converter sua rotina em dados de consumo. Acredite: ninguém — nem você mesmo — dedica tanta atenção aos seus hábitos quanto as fabricantes de hardware.

​Nos últimos 20 anos, transitei de um entusiasta de dispositivos para um vigilante do desperdício de tempo. Hoje, vivo bem sem o Instagram. Mantenho o Facebook apenas pelo Marketplace e contatos pontuais. Minha maior atividade é no Pinterest, que ironicamente parece me punir com excesso de anúncios por eu não estar entregando minha atenção a outras redes da "família".

O Paradoxo do Hardware

A vida fora das redes sociais revela uma verdade incômoda: sem o ciclo vicioso do consumo de conteúdo, o smartphone torna-se quase obsoleto. Sem a necessidade de "rolar o feed", as telas gigantes, câmeras cinematográficas e conexões ultra-rápidas perdem muito de seu propósito original.

​Quando deixei o Brasil, desfiz-me do supérfluo. Fiquei com o funcional: celular, smartband e Kindle. Três anos depois, a configuração mudou pouco, mas minha percepção mudou tudo. O ponto de virada foi um lapso de absurdo: o dia em que cometi a "heresia" de checar a notificação no relógio e olhar as horas no celular.

O Usuário como Ameaça

A rebelião definitiva veio em 2025. Ao tentar me conectar com uma pessoa que admirava e não via há anos, o Instagram alertou-a de que meu perfil era uma "ameaça" à plataforma devido aos meus comportamentos. A pergunta que fica é: não podemos mais questionar narrativas ou nos manifestar contra governos?

​A resposta parece ser negativa. Estamos sendo rastreados e segregados em bolhas. Quando tentamos romper essas barreiras ou deixamos de ser "bons consumidores", o sistema nos identifica como anomalias.

​Mais do que o orgulho pessoal de ser rotulado como uma "ameaça" pela Meta, ficou a lição: é preciso desconectar para manter o foco no que realmente importa.

​Mas, afinal, o que resta de importante quando não estamos postando?

​Isso é assunto para o próximo texto.

​Até lá.

(Imagem inicial feita no NanoBanana)

sábado, 8 de maio de 2010

Console x PC

    Sempre gostei dos jogos eletrônicos, mas nem sempre pude ter um computador decente pra roda-los como deveriam. 

    Em uma época da vida, onde se tem um trabalho maneiro, que o salário te permite alguns luxos, comecei a montar minha máquina de jogos. Mas ao final de um ano, gastei uma soma considerável com esse PC e nunca tinha o suficiente para os jogos recém lançados.

    Um dia, combinei com um colega uma ida até a terra das oportunidades e preços acessíveis, tudo isso a poucas horas de viajem, onde iria curtir o passeio. Onde tinha como objetivo adquirir novas atualizações para minha estação de jogos. Mas já no caminho, fui matutando sobre o verdadeiro fundamento de um computador e sobre a soma em dinheiro que iria gastar com ele naquele dia. Atravessando a ponte que liga nosso país ao "paraíso", me dei conta que eu estava indo por um caminho que, no futuro continuaria infeliz e insatisfeito.

    Resolvi olhar os vídeo games que tinha sido recém lançados. Pra minha surpresa, todos os consoles a venda ofereciam acesso a internet nativos e tocavam música e vídeo, e mais, já tinham um hardware melhor que qualquer computador que eu poderia comprar. E o preço era o mesmo que eu gastaria em apenas uma placa de vídeo razoável.

    Papo vai, papo vem; comprei um console. Na época o Nintendo Wii me convenceu de primeira. Fui para ver uma peça de PC, mas flertei com o console da Microsoft, o Xbox 360. Mas quem balançou meu coração foi mesmo o Wii. Pelo simples fato de não ter o convencional controle de videogame. Jogar se mexendo, pulando e as vezes até, se machucando. Era isso que eu queria. 

    Passei muitas horas me divertindo e perdi muitas calorias com toda a movimentação. Mas, hoje em dia, acabei encostando ele, não aposentando, pois ainda me divirto com os jogos, apesar de ser muito menor o tempo gasto com ele.

    Minha veia de jogos, sempre foi os com modo online, que possibilitam interação com outros jogadores. E o Wii não me possibilita isso, pelo menos, não da forma que eu desejo. Já estou retomando meu flerte com Xbox. O terceiro concorrente, o Sony Playstation 3, não me balança tanto, apesar de todo apelo gráfico. Mas estou tendendo mesmo pelo console da gigante de Red Mount. Em um post anterior publiquei um vídeo, onde mostra-se as possibilidades que o Xbox 360 esta mirando: a interação e a realidade aumentada. A chance de jogar totalmente sem controles, somente com o movimento do corpo. Chamado projeto NATAL.

    Sempre tive uma queda pelo extremo da tecnologia, e assim como o Nintendo Wii era uma coisa de outro mundo a 3 anos atrás, e o Xbox e o PS3 eram apenas videogames muito caros, hoje a realidade esta mudando, e é aumentada.

    Hoje eu preciso que a sala de TV fique mais multimidia do que nunca, pois tudo esta na nuvem. Mas isso me lembra de um fato triste, pois todo esse conteúdo lindo e maravilhoso, só tem sentido numa TV com suporte a alta-definição, coisa que a minha ainda não é.

    O Wii esta divertindo e muito meus filhos. Quer adoram essa coisa de se mexer e alguma interessante acontecer na tela.

Thin Client Parte 1

    O Thin Client, como diz a tradução, é o cliente magro. E esse computadorzinho franzino pode salvar a conta de sua empresa com gastos em tecnologia.

    O principal apelo da solução é a redução do TCO, em inglês, Total Cost Ownership, ou custo total de propriedade. 

    Mas afinal, o que isso tudo quer dizer? Vamos lá! A primeira vista, comprar um thin client é caro, se compararmos seu preço a um PC comum, os preços são praticamente idênticos. O Thin Client não tem hd, não tem drive de cd e não é imponente. Certo? Errado! 

    Pra que precisamos de hd em máquinas corporativas, se todos os backups vão parar num servidor. Quem realmente usa o drive de cd no ambiente corporativo? Seu tamanho diminuto tem um apelo ecológico fora de série. Ele quase não aquece, pois seu consumo de energia é baixíssimo, um TC ligado por um mês gasta tanto quanto um PC comum por três horas, e quase não ocupa espaço, o que já de cara reduz o custo com espaço físico. Já calculou quantos metro cúbicos ocupam todos os seus computadores?

    O Thin Client depende de um ou mais servidores para viver. O servidor, fornecerá desde o sistema operacional até os mais complexos sistemas de operação. E a falta de hd, que a principio, parece ser tão catastrófica, na verdade reduz o custo com manutenção, pois sabemos que o que mais gera custos nos departamentos de tecnologia e nas empresas é a manutenção, ou a terrível: “hora de máquina parada”. Sem os hds, e com um servidor robusto e com um sistema operacional forte dando apoio, o sistema praticamente não para.

    Antes de ir embora, o funcionário clica em iniciar, desligar e espera. Na hora que chega, ele liga e também espera. Com o Magrelo, vc liga e, em menos de 20 segundos o sistema está funcionando na sua frente, no mesmo ponto onde você deixou ele ontem antes de ir embora, pois não é necessário nada mais que simplesmente desligar e sair. logo que, o sistema operacional está sempre ligado no servidor.

    A maioria dos modelos disponíveis no mercado, dispõe de portas usb e outras portas de comunicação e alguns até de som. Sim, você pode além utilizar o Skype e outros programas pode ouvir música pela rede, se a empresa assim desejar, claro.

    O controle das informações e de segurança ficam muito mais simplificados, tendo em vista que tudo pode ficar centralizado e controlado de forma prática e com as redundâncias necessárias.

    Como todos eles operam via rede, única e exclusivamente, a rede fica lenta, certo? Errado outra vez! Pois com um único sistema operacional, apenas uma atualização de anti-vírus e demais, são feitas. O servidor faz tudo e manda somente os dados necessários para os clientes. Essa conta, reduz em 80% o consumo do fluxo de dados das redes.

    Então só precisa de uma licença de windows? Não! O sistema de licenciamento da Microsoft, por exemplo, é por terminal de acesso. Então existe uma licença, que precisa ser adquirida, para o uso do acesso. Mas quando for necessário fazer uma atualização de sistema operacional, ao invés de fazer uma a uma, na empresa inteira, terá apenas que atualizar o servidor e pronto. Todos estão usando a ultima versão do sistema.

    A segurança de ter todos os dados, nativamente centralizados, é uma vantagem estratégica fundamental em caso de desastre. Podendo reverter a situação em poucos, e preciosos, minutos e a empresa toda voltando a funcionar e operar normalmente.

    E não precisa ter um “comutador da NASA” para se chamar de servidor. Dependendo do tamanho da sua rede, e das funções exigidas, pode ser uma máquina comprada em lojas com dois núcleos.

    Se ainda assim, não te convenci de que é fácil de implantar e bom de economizar, lembre-se de todas as horas paradas e dores de cabeça com o “carinha da informática” que teve nos ano que passou e depois me conte como foi. 
    

Pró-Twitter existe?

    As corporações precisam mesmo se integrar às mídias sociais? O que uma emprese precisa para cair na rede?

    Pelo que vejo, a primeira providencia que a empresa tem que realizar é a arrumação do seu próprio quintal. Se tem problemas de relacionamentos com clientes ou atrasos críticos em seus processos, tem que resolver isso antes, pois na mídia social, isso vai transparecer de uma forma imensa e muito negativa. 

    A tal arrumação é sempre o primeiro passo, pois, na verdade, quem manda na marca de uma empresa são seus consumidores. Eles podem derrubar uma mega indústria ou tornar cult uma pequena empresinha.

    As corporações hoje em dia não sabem o papel das mídias sociais nos negócios. Seriam ferramentas de Marketing ou um ERP? Na verdade nenhuma das duas. Mídias Sociais são feita de e para comunicação. Um grande medo que se tem hoje, é o fato de que existem muitos “cpf” criando conteúdo e poucos “cnpj”. O cliente cria muita informação sobre produtos, e as empresas, nem mesmo as de imprensa, conseguem competir com essa onda. Por isso as empresas precisam estar mais próximas dos clientes. Saber o que é dito e poder corrigir um erro a tempo. 

    Muitas empresas relutam em cair na rede, mas gastam rios de dinheiro em anúncios impressos, na TV e rádio, sendo que todas as mídias convergem para a internet. Não seria mais prático e econômico pensar na web como um meio real, onde tem que ser feitas campanhas de verdade, e não postar um banner mal feito em qualquer lugar?

    Uma assessoria decente também é preciso. A empresa tem que ter o que dizer, caso contrário será pior para a imagem. Gerar conteúdo na sua área de atuação seria no mínimo interessante para o cliente. Alguns setores internos, poderiam produzir seu próprio conteúdo tornando tudo muito mais fluído e rápido.

    Ninguém pensou em pesquisa nas mídias sociais? Empresas gastam um caminhão de recursos para elaborar uma pesquisa que ninguém vai ler e vai estar incompleta. Já nas mídias Sociais o cliente realiza pesquisas involuntárias, a todo tempo e sem custo. Uma ou duas opiniões podem mudar uma linha de produtos, sem precisar perguntar a qualquer um nas ruas. A empresa pode ter uma opinião de quem usa seus serviços e sabe o que diz.

    A grande interrogação hoje é como quantificar os lucros e o impacto obtidos com essas iniciativas. E a audiência disso tudo? quem monitora? Gosto de mostrar a seguinte conta: Objetico = Métrica = Resultado. 

    Não é nada fácil tentar fazer uma campanha voltada a um meio que muda tão rápido e é tão novo, mas sei que camarão que fica parado a onda leva! Não fazer nada, com certeza, não é uma opção.